Autor: Arthur

  • Qual a relevância dos blogues hoje em dia ?

    Qual a relevância dos blogues hoje em dia ?

    Hoje, em 20 de agosto de 2026, deparo-me com a seguinte situação: fui pesquisar outros mecanismos de pesquisa no startpage (o qual atualmente uso), os resultados me surpreenderam. A maioria das listas eram de Inteligências Artificiais (IA’S) que faziam uma “pesquisa”. Mas a IA não pesquisa ela própria, ela retira a fonte de sites e dá uma resposta que a mesma gera.

    Um mecanismo de pesquisa é bem simples, ele apenas dispõe nos resultados os sites que tem relação com a frase ou palavra pesquisada. Ou seja, eu não recebo o resultado mastigado e cuspido por um filtro que alguém programou, o mecanismo de pesquisa me dá as fontes que eu preciso acessar para obter o que eu quero.

    Infelizmente, essa situação atual é um processo de emburrecimento que, talvez, não poderá ser revertido. Não é a mesma coisa que trocar a Enciclopédia física pela online, onde a única diferença está no suporte no qual o conteúdo é mostrado (papel x monitor). A IA é pior, é o conhecimento selecionado pelas grandes corporações, a opinião filtrada pelos desenvolvedores da máquina, a censura de fábrica.

    Não creio que a tecnologia, seja ela qual for, tenha intenções. É apenas ferramenta para ser usada em benefício do homem que a utiliza. O que ocorre é a má utilização. Pior: é o vício que nos leva a sermos usados pela ferramenta. Esse fênomeno já ocorre diariamente com o instagram, X e companhia com seus downscrollings infinitos. Agora, a IA veio sepultar de vez o que restou da nossa humanidade. Não por culpa dela sozinha, mas nossa, que não sabemos separar o uso do consumo.

  • É perda de tempo bater de frente com quem é, ou se acha dono da verdade?

    É perda de tempo bater de frente com quem é, ou se acha dono da verdade?

    O debate não é tanto sobre convencer a pessoa no momento presente. Mas, em maior intensidade, no íntimo. Ela se convence sozinha, quando isolada em seus pensamentos.

    Entretanto, por vezes, pode o interlocutor nem ouvir o que temos a dizer (o que pode ocorrer ainda conosco no inverso), nesse caso, o discurso é dirigido ao público, a quem esteja ouvindo ou lendo. Porque aí será apresentado dois pontos de vistas, duas teses, cada qual nas suas qualidade próprias (o argumento em si) e no seu lado subjetivo, isto é, na qualidade da pessoa que a profere. Esse último pode importar mais do que o primeiro, a depender do grau de instrução das pessoas e da qualidade literária e filosófica.

    Portanto, sempre vale a pena debater e discutir quando se pode provar com clareza e com bons argumentos o nosso ponto de vista. Mas, esse ”sempre” é relativo. Ninguém vai ficar debatendo com o conjuge provando que o seu lado é mais coerente, ninguém vai discutir com familiares ou amigos questões que nunca serão resolvidas em um debate que veste as roupas acadêmicas.

    Há discussões que são inteiramente passionais, movidas pela paixão. Nessas, o melhor a se fazer é ser aquele que não cede a emoção. Se não puder fazer isso, se sentir que está explodindo, é melhor calar-se e se retirar do que sofrer humilhação com as próprias palavras e atitudes.

    <https://qr.ae/pC0Fcb>.

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