Hoje, em 20 de agosto de 2026, deparo-me com a seguinte situação: fui pesquisar outros mecanismos de pesquisa no startpage (o qual atualmente uso), os resultados me surpreenderam. A maioria das listas eram de Inteligências Artificiais (IA’S) que faziam uma “pesquisa”. Mas a IA não pesquisa ela própria, ela retira a fonte de sites e dá uma resposta que a mesma gera.
Um mecanismo de pesquisa é bem simples, ele apenas dispõe nos resultados os sites que tem relação com a frase ou palavra pesquisada. Ou seja, eu não recebo o resultado mastigado e cuspido por um filtro que alguém programou, o mecanismo de pesquisa me dá as fontes que eu preciso acessar para obter o que eu quero.
Infelizmente, essa situação atual é um processo de emburrecimento que, talvez, não poderá ser revertido. Não é a mesma coisa que trocar a Enciclopédia física pela online, onde a única diferença está no suporte no qual o conteúdo é mostrado (papel x monitor). A IA é pior, é o conhecimento selecionado pelas grandes corporações, a opinião filtrada pelos desenvolvedores da máquina, a censura de fábrica.
Não creio que a tecnologia, seja ela qual for, tenha intenções. É apenas ferramenta para ser usada em benefício do homem que a utiliza. O que ocorre é a má utilização. Pior: é o vício que nos leva a sermos usados pela ferramenta. Esse fênomeno já ocorre diariamente com o instagram, X e companhia com seus downscrollings infinitos. Agora, a IA veio sepultar de vez o que restou da nossa humanidade. Não por culpa dela sozinha, mas nossa, que não sabemos separar o uso do consumo.

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